“pegando no guatambu”

as matrizes da Escola do Horto são todas de guatambu.
No acervo do museu achamos esse lindo pedaço de topo,
sem a preparação branca para o desenho:
e também essa matriz nunca impressa
e a única sem o fundo branco para o desenho:
como é uma madeira muito dura permite esses desenhos delicados.
curiosas por conhecer a árvore, depois de ver algumas fotos, como as abaixo,
obtidas na internet:
e das preciosas informações do Robinson Dias,
funcionário do Museu Octavio Vecchi,
saímos à procura de um guatambu no Horto e achamos!
algumas informações sobre a árvore,
fornecidas pelo
Instituto Guatambu de Cultura
Educação, Cultura e Meio Ambiente
Email:guatambu@guatambu.org:



“Onde vive
Árvore encontrada no Brasil desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, estando particularmente presente em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Abundante na Serra da Cantareira e restante da Mata Atlântica.

Como é o guatambu

Árvore grande e frondosa, sua altura varia de 10 a 30 metros. Seu tronco, de cor acinzentada e casca áspera, mede de 40 a 80 cm de diâmetro e se estende muito para o alto antes de ser coberto pela copa. Suas folhas, membranáceas, medindo até 15 cm de comprimento por 6 de largura, têm forma de lança (lânceo-alongadas), margens onduladas e distribuem-se de modo alternado. Suas flores alvas, pequenas, têm corola gamopétala e distribuem-se em panículas terminais. Seus frutos, cápsulas distribuídas aos pares em cada pedicelo, quando maduros medem 6 cm de comprimento por 2,5 de largura. Apresentam âmbito semi oboval, sendo fortemente comprimidas dos lados e com base atenuada em pseudo pedicelo, de ápice arredondado, tendo no centro de cada válvula uma linha longitudinal escura. Suas sementes são aladas.

Tipos de guatambu

Há diversas espécies de guatambu: guatambu-branco (Aspidosperma olivaaceum Muell. Arg., Apocinácea), guatambu amarelo (Aspidosperma recemosum), Guatambu-rosa (Aspidosperma olivaaceum Muell. Arg., Apocinácea), guatambu-oliva, guatambu-vermelho, guatambu-marfim, guatambu-árvore, guatambu-madeira, guatambu-peroba. Popularmente conhecido como amarelão, peroba, tambu, pequiá-branco, biriba, pau-pereira, entre outras denominações.

Como se reproduz o guatambu

O guatambu, essência florestal, deve ser cultivado sempre que possível. Sua reprodução se dá por sementes e por estacas de 30 cm ou pouco mais, não tendo mais de 1 cm de diâmetro. Floresce a partir do final do mês de agosto, ocasião em que reveste-se de nova folhagem, prolongando-se esse processo até o início de novembro. Os frutos amadurecem em julho-agosto e para obter as sementes é preciso esperar que abram espontaneamente para então colhê-los diretamente da árvore. Postos ao sol completam sua abertura e liberam as sementes. Um quilo de frutos contém cerca de 5.000 sementes, que podem ser armazenadas por mais de 4 meses.
Sementes colocadas logo que colhidas, em canteiros ou recipientes individuais, para germinar, demandam tratamento da terra que deve ser irrigada duas vezes ao dia ela. Passados de 15 a 35 dias elas brotarão. O desenvolvimento das mudas é rápido, de modo que elas podem ser plantadas no local definitivo em menos de 6 meses. Ao fim de seis anos uma muda de 20 cm terá atingido 7 metros.

A madeira fornecida pela árvore guatambu e seu uso
A madeira do guatambu, de cor amarelo-clara e textura fina, embora dura, bastante resistente e moderadamente pesada, possui talhe macio e se faz dócil à plaina, à serra e ao verniz, que recebe e conserva bem. Madeira de lei, muito forte, porém de baixa duração, presta-se especialmente à marcenaria, mostrando-se útil para a confecção de vigas, assoalhos, obras internas, construção naval, cabos para ferramentas, bengalas, xilografia, instumentos musicais, entre eles o berimbau.
Por ser muito utilizada na confecção de cabos de enxada o povo criou a expressão “pegar no guatambu” como sinônimo de “trabalhar com a enxada” ou mesmo de “trabalhar”.”

Agora temos que descobrir quando é a época dessa semente linda para ver e fotografar…
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